Mais de 1,3 tonelada de drogas apreendidas deixou definitivamente de circular no Sudoeste Paulista. A Polícia Civil de Piraju realizou, na quarta-feira, 26 de agosto, a incineração de 1.303,3405 quilos de entorpecentes provenientes de operação de combate ao tráfico.

A maior parte da carga era formada por maconha. Foram destruídos 1.141,5094 quilos da droga, além de 161,8311 quilos de haxixe.

O volume chama atenção não apenas pelo peso. Quando comparado aos valores atribuídos pelas forças de segurança a grandes apreensões realizadas no país, o material representa também um prejuízo de milhões de reais ao mercado ilegal.

Em grandes apreensões, a maconha tem sido avaliada, em média, em valores próximos de R$ 2 mil a R$ 2,5 mil por quilo. Nessa referência, somente a quantidade de maconha destruída em Piraju poderia representar algo entre R$ 2,2 milhões e R$ 2,8 milhões.

O haxixe possui valor consideravelmente maior e apresenta ampla variação de preço, de acordo com qualidade, concentração, origem e forma de comercialização. Considerando valores encontrados em apreensões policiais, os 161 quilos destruídos poderiam representar outros milhões de reais.

Por isso, uma estimativa exata para toda a carga exigiria análise específica do material. Ainda assim, os parâmetros disponíveis indicam que os entorpecentes incinerados tinham potencial para movimentar vários milhões de reais no mercado ilegal.

Mais do que um número na balança

A dimensão da apreensão ajuda também a compreender o impacto da retirada dessa quantidade de drogas de circulação.

Não é possível estabelecer de forma responsável quantas pessoas poderiam consumir os 1,3 mil quilos de entorpecentes. Esse cálculo dependeria de fatores como quantidade utilizada por cada pessoa, frequência de consumo e concentração das substâncias.

O dado concreto é que mais de uma tonelada de maconha e haxixe apreendida não poderá retornar à circulação.

Para a comunidade, esse é um dos principais resultados do procedimento: concluir definitivamente a destinação de uma carga de grandes proporções que já havia sido retirada do mercado ilegal pela atuação policial.

Incineração foi acompanhada pelo Ministério Público e Vigilância Sanitária

A destruição do material foi presidida pela delegada Dayse Carlotto, titular da Delegacia de Polícia de Piraju, com apoio de policiais civis da unidade.

Também acompanharam o procedimento o promotor de Justiça Francisco Antonio Nieri Mattosinho, representante do Ministério Público de Piraju, e Luiz Eduardo Lamego de Moraes, agente de saneamento da Vigilância Sanitária de Avaré.

Antes de chegar aos incineradores, os entorpecentes foram conferidos e apresentados aos representantes responsáveis pelo acompanhamento do procedimento.

Na sequência, os lotes e suas respectivas embalagens foram encaminhados para incineração, onde foram destruídos pelo fogo, conforme registrado no auto de incineração.

Destruição acontece após procedimentos legais

A incineração representa a etapa final de um processo iniciado ainda no momento da apreensão.

Depois de retiradas de circulação, as drogas passam por procedimentos de identificação, pesagem e perícia. Também são preservadas as amostras necessárias para eventual contraprova e para utilização nos processos relacionados à investigação.

Somente depois do cumprimento dessas exigências o restante do material recebe autorização para ser destruído.

A presença do Ministério Público e da Vigilância Sanitária durante a incineração integra as formalidades de acompanhamento e fiscalização desse procedimento.

Impacto que ultrapassa a quantidade apreendida

Os números dão dimensão ao resultado: 1.303,3405 quilos de drogas eliminados, sendo mais de 1,1 tonelada de maconha e quase 162 quilos de haxixe.

Em valores de referência utilizados em outras grandes apreensões, trata-se de uma carga com potencial de movimentar milhões de reais.

Mas o resultado mais objetivo para a população é outro: todo esse material, depois de apreendido, periciado e mantido sob custódia, foi definitivamente destruído.

A incineração encerra o ciclo dessa apreensão e transforma uma quantidade expressiva de drogas retiradas de circulação em um resultado concreto do trabalho de enfrentamento ao tráfico no Sudoeste Paulista.