Era difícil passar pela Rua Pernambuco e não encontrar alguém que tivesse um familiar participando do desfile.
Na manhã de terça-feira, 15 de setembro, Avaré comemorou seus 165 anos com um dos momentos mais tradicionais do aniversário da cidade. Milhares de pessoas ocuparam o centro para acompanhar crianças, jovens, adultos e idosos que desfilaram representando escolas, instituições, entidades e diferentes setores da comunidade.
Antes do desfile, foi realizado o Ato Cívico em frente ao Paço Municipal. Na sequência, os participantes percorreram a Rua Pernambuco, acompanhados por um grande público espalhado pelas calçadas.
A edição deste ano teve como tema “Avaré, 165 anos: Tecendo direitos, construindo histórias, educando para o futuro!”.
Uma cidade representada na rua
Ao longo da manhã, o desfile mostrou diferentes faces de Avaré.
Escolas municipais e estaduais, instituições de ensino, projetos sociais, entidades assistenciais, forças de segurança, bandas e fanfarras passaram diante de um público que acompanhou cada apresentação.
Entre os destaques esteve a participação da Etec Professor Fausto Mazzola. A fanfarra, ensaiada pelos próprios alunos, levou para a Rua Pernambuco uma apresentação marcada pelo envolvimento dos estudantes.
Uma das escolas mais tradicionais da cidade, a Escola Estadual Coronel João Cruz, também participou com uma grande fanfarra, mantendo uma presença que atravessa gerações nos eventos cívicos de Avaré.
A Escola Estadual Dr. Paulo Araújo Novaes, a PAN, levou para o desfile uma homenagem ao município. Entre os elementos apresentados estava um bolo cenográfico dedicado aos 165 anos, acompanhado das cores e símbolos de Avaré.
A Escola Estadual Dona Maria Isabel Cruz Pimentel também chamou atenção. A unidade, que integra o Programa Escola Cívico-Militar, participou das comemorações levando seus alunos para o desfile.
Música que acompanha gerações
As bandas e fanfarras foram responsáveis por alguns dos momentos de maior interação com o público.
Participaram grupos tradicionais ligados ao Nocaija e à Fundação Padre Emílio Immoos, além da banda ligada aos funcionários da Polícia Civil.
As apresentações trouxeram de volta um elemento que faz parte da memória dos desfiles da cidade: o som das fanfarras percorrendo o centro enquanto famílias acompanhavam das calçadas.
A Guarda Mirim Constantino Leman, de Piraju, também esteve em Avaré e abrilhantou a comemoração, trazendo jovens de outro município da região para participar da festa dos 165 anos.
Segurança e serviço à comunidade
As forças de segurança também tiveram participação marcante.
Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros estiveram entre as instituições representadas.
A passagem dos bombeiros teve significado especial. A corporação, presente diariamente em ocorrências, resgates e salvamentos, foi recebida pelo público como uma das instituições que fazem parte da história cotidiana da comunidade.
A Polícia Civil apresentou profissionais e viaturas. Veículos utilizados atualmente dividiram espaço com modelos históricos da corporação, aproximando diferentes períodos da atuação policial na cidade.
A Defesa Civil também participou das comemorações, poucos dias depois de ter atuado intensamente durante os episódios de chuva forte registrados em Avaré.
Inclusão também desfilou
Um dos momentos mais significativos da manhã aconteceu quando a inclusão ganhou espaço na Rua Pernambuco.
A Galera do Passinho participou das apresentações com a presença de uma pessoa com deficiência visual, mostrando que o desfile também pode ser um espaço de pertencimento e participação.
Projetos, entidades sociais e grupos ligados ao atendimento de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência reforçaram essa diversidade ao longo do percurso.
Os Desbravadores, ligados à Igreja Adventista, também fizeram parte da programação, assim como organizações e grupos que desenvolvem atividades sociais, educacionais e comunitárias.
Mais do que assistir
O desfile cívico dos 165 anos mostrou uma característica própria desse tipo de celebração em Avaré.
Quem estava na calçada muitas vezes também fazia parte do desfile.
Era o filho na fanfarra. A neta representando a escola. O amigo em uma entidade. O servidor público trabalhando. O policial, o bombeiro, o professor, o voluntário, o estudante.
Por algumas horas, a Rua Pernambuco se transformou em um retrato da própria cidade.
Uma cidade formada por quase 100 mil histórias, mas que, no dia de seu aniversário, encontrou muitas delas no mesmo lugar.
Avaré completou 165 anos vendo sua própria população passar diante de seus olhos.
E talvez esteja justamente aí a força do tradicional desfile: mais do que uma comemoração oficial, ele continua sendo um encontro entre a cidade e quem ajuda a construí-la todos os dias.
Fontes: cobertura Em Pauta Avaré; Prefeitura da Estância Turística de Avaré; instituições participantes.








